8 de janeiro: três anos após atos, prédios da Praça dos Três Poderes mantêm segurança reforçada para visitas; entenda
Segundo a PGR, acusados e condenados por trama golpista tiveram responsabilidade pelos atos do 8 de janeiro de 2023 Reuters via BBC Nesta quinta-feira (8), os a...
Segundo a PGR, acusados e condenados por trama golpista tiveram responsabilidade pelos atos do 8 de janeiro de 2023 Reuters via BBC Nesta quinta-feira (8), os ataques às sedes dos Três Poderes completam três anos. Em 8 de janeiro de 2023, o Brasil viveu o maior atentado às instituições da República desde a redemocratização, quando bolsonaristas extremistas invadiram e depredaram o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Palácio do Planalto, em Brasília. Naquele dia, vidros foram quebrados, móveis e obras de arte destruídos e espaços simbólicos do poder público danificados. Após os ataques, os prédios foram fechados para visitação por um período e passaram por mudanças nos protocolos de acesso e segurança. Veja lista de objetos depredados nas três sedes do poder, em Brasília Três anos depois, o g1 mostra o que mudou na proteção desses locais, quais medidas seguem em vigor e como funciona hoje a visitação ao Congresso, ao STF e ao Palácio do Planalto. Imagens dos ataques às sedes dos três poderes correram o mundo e ficaram registradas na memória nacional Congresso Nacional Congresso Nacional, em Brasília (DF) Jornal Nacional/ Reprodução Antes dos ataques de 8 de janeiro de 2023, a inspeção de segurança na Câmara dos Deputados e Senado Federal não era obrigatória para colaboradores no dia a dia. Nos fins de semana, visitantes passavam por detectores de metal e equipamentos de raio-X, mas não havia exigência de identificação cadastrada em sistema. Após a invasão, a Câmara e o Senado adotaram uma série de medidas para reforçar a segurança nos prédios, tanto na estrutura física quanto no plano de atuação da Polícia Legislativa Federal. Entre as principais mudanças está a inspeção diária de todo o público que acessa o Palácio do Congresso Nacional e seus anexos, incluindo os trabalhadores do prédio. Todos passam por detector de metal e equipamentos de raio-X. A exceção são parlamentares e autoridades da República. A medida busca impedir a entrada de armas, explosivos e outros objetos que possam oferecer risco às pessoas e às instalações. Para o público externo, passou a ser obrigatória ainda a apresentação de documento de identificação original para cadastro prévio em sistema informatizado da Câmara, segundo a Casa. O protocolo também vale para visitantes que participam da visitação institucional nos fins de semana e feriados. Funcionários instalam películas antivandalismo nos vidros da Câmara Luiz Felipe Barbiéri Além disso, foram instaladas "películas antivandalismo" nos principais acessos ao Palácio do Congresso Nacional (veja imagem acima). Ao g1, o Senado Federal informou ainda que adquiriu equipamentos destinados ao controle de "distúrbios civis" e contratação de mais policiais legislativos. "Os policiais legislativos passaram por treinamentos sobre controle de distúrbios civis, formação de operadores químicos, inteligência e condução de cães farejadores. Ao longo dos últimos dois anos, foram admitidos, por meio de concurso público, e formados mais de 160 novos policiais legislativos", informa o Senado. 👉 Veja aqui informações sobre a visita institucional ao Congresso Nacional. Palácio do Planalto Espelho d'água do Palácio do Planalto, em imagem de arquivo Thiago Melo/PR Após os ataques de 8 de janeiro, a Secretaria de Segurança Presidencial do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República adotou medidas para proteção das instalações presidenciais. São elas: o aumento do número de agentes no serviço diário e dos postos de segurança – questionado pelo g1, o Palácio do Planalto não respondeu sobre a quantidade ou percentual de aumento de agentes instalação de mais de 700 câmeras nas instalações presidenciais No entanto, não houve mudanças nas regras sobre o acesso do público ao Palácio do Planalto, que seguem as mesmas diretrizes de agosto de 2022, antes dos atos golpistas. De acordo com a norma, os agentes de segurança podem fazer "revista pessoal quando necessário". Além disso, a determinação de 2022 define que todas as pessoas que ingressarem no Palácio do Planalto vão passar pelo detector de metais – e os equipamentos e bolsas, pelo raio-X. 👉 Veja aqui informações para visita ao Palácio do Planalto. Nos arredores da praça Palácio da Justiça Palácio da Justiça Jornal Nacional/Reprodução A cerca de um quilômetro da Praça dos Três Poderes, o Palácio da Justiça é a sede do Ministério da Justiça, ao lado do Palácio do Planalto. O ingresso no prédio ocorre de "forma controlada, com regras de acesso definidas conforme o perfil do público e a finalidade da visita". Ao g1, a sede do Ministério da Justiça afirmou que houve a criação da Coordenação-Geral de Segurança do Gabinete do Ministro e o Plano de Segurança Orgânica do Palácio da Justiça. No entanto, a coordenação foi criada apenas em julho de 2025, após dois anos dos ataques. Em relação ao Plano de Segurança, o Palácio afirmou que atualizações são rotineiras, mas não detalhou como é o planejamento atual. "Quanto ao Plano de Segurança Orgânica (PSO) do Palácio da Justiça, esclarecemos que suas atualizações ocorrem de forma rotineira e contínua, sempre que identificada a necessidade de adequação, a partir de avaliações técnicas, análises de risco e do contexto de segurança, não estando restritas a um evento específico", aponta a pasta. 👉 Veja aqui informações para visita ao Palácio da Justiça. Palácio do Itamaraty Palácio do Itamaraty em Brasília Divulgação Governo Federal O Palácio do Itamaraty, após os episódios de 8 de janeiro, afirmou que houve "reforço da segurança dos edifícios do ministério". No entanto, não informou maiores detalhes. De acordo com a pasta, houve também a elaboração do Plano de Segurança Orgânica (PSO) do MRE para o decênio 2025 e 2035, mas que ainda está em fase de implantação. 👉 Veja aqui informações para visita ao Palácio do Itamaraty. Segurança na área externa Grades e barreiras de trânsito ao longo da Praça dos Três Poderes, em Brasília, em setembro. Fábio Tito/g1 Ao g1, a Secretaria de Segurança Pública do DF informou que, após o 8 de janeiro, houve revisão e fortalecimento dos protocolos operacionais, com foco na prevenção, pronta resposta e integração entre os órgãos de segurança pública. Segundo a pasta, no que se refere ao controle de acesso e à proteção de áreas sensíveis, como a Esplanada dos Ministérios, foram adotadas medidas como: aprimoramento de barreiras físicas definição mais assertiva de perímetros de segurança protocolos mais restritivos de circulação uso ampliado de tecnologias de monitoramento, garantindo maior capacidade de controle e resposta rápida a eventuais ocorrências A SSP-DF também afirmou que a Polícia Militar mantém policiamento ostensivo reforçado na Esplanada, com efetivo fixo em pontos estratégicos e patrulhamento constante, tanto a pé quanto motorizado Ainda em 2023, a estrutura do 6º Batalhão de Polícia Militar (Batalhão dos Poderes), instalado em uma área da Câmara dos Deputados, passou por reforma, ampliação e aumento de efetivo. De acordo com a SSP, uma nova sede do batalhão encontra-se em fase de construção. Também como parte dessas ações, foi criada no ano passado a Unidade Integrada de Segurança Pública (UISP) no Setor Comercial Sul, com atuação conjunta da Polícia Militar, Polícia Civil e outros órgãos, para reforçar o patrulhamento e a prevenção à criminalidade na região central de Brasília. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.