Advogada diz que ex-sargento no DF não notou ter atropelado jovem: 'Achou que fossem garrafas'
Sargento que atropelou jovem é expulso do Exército A advogada de Guilherme da Silva Oliveira, de 22 anos – investigado por atropelar uma jovem na contramão...
Sargento que atropelou jovem é expulso do Exército A advogada de Guilherme da Silva Oliveira, de 22 anos – investigado por atropelar uma jovem na contramão em uma via do Riacho Fundo, no Distrito Federal –, diz que ele não notou ter atropelado Maria Clara Facundo, de 20 anos. "Como a vítima estava com duas garrafas de cerveja na mão, ele escuta o barulho do vidro. Ele não viu que tinha atropelado alguém. Ele achou que tivesse passado por cima de garrafa", disse. Ainda de acordo com a defesa do ex-sargento, expulso do Exército Brasileiro no último dia 13, Guilherme entrou em pânico quando percebeu que tinha atropelado a vítima. "Apesar de não ser o ideal, pode acontecer; não agir de acordo com o que deveria fazer." Na última terça-feira (21), a Justiça do Distrito Federal determinou a soltura do motorista, que fugiu sem prestar socorro à vítima no dia do crime. Guilherme responde por tentativa de homicídio após atropelar a jovem, no dia 25 de abril deste ano e estava preso desde 28 de abril, em unidade militar, por, até então, ser integrante do Exército Brasileiro. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp Dolo eventual Sargento Guilherme da Silva Oliveira, expulso do Exército após atropelar jovem no DF TV Globo/Reprodução Na denúncia, o Ministério Público afirma que Guilherme dirigia em alta velocidade, na contramão e em marcha à ré, quando atingiu a vítima, que atravessava a via acompanhada de uma amiga. Ele teria deixado o local sem prestar socorro. O Ministério Público do DF enquadrou o caso como tentativa de homicídio com dolo eventual — quando o suspeito assume o risco de provocar a morte. Para os promotores, ao dirigir sob efeito de álcool e entorpecentes e em condições perigosas, o motorista tratou o veículo como uma arma. A denúncia também inclui qualificadoras, como: o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, devido à ação repentina, e perigo comum, por colocar outras pessoas em risco. Vítima Maria Clara, de 20 anos, foi atropelada após recusar convite de homens no DF reprodução A jovem atropelada é Maria Clara Facundo, de 20 anos. Ela ficou 17 dias internada, teve alta da UTI e recebeu alta após cerca de 15 dias no hospital. "Eu fiz duas cirurgias, né, e nessas cirurgias eu coloquei placas, né, pinos, então eu sinto muita dor no frio. E esforço eu não consigo fazer", afirma a estudante. O atropelamento aconteceu na madrugada do dia 25 de abril, quando Maria Clara estava atravessando uma rua próxima à faixa de pedestre. As imagens do local mostram que o suspeito deu ré no carro e atingiu a jovem, que chegou a ser arrastada pelo asfalto. O motorista, ainda de ré, fugiu do local. Segundo a família, Maria Clara fraturou a bacia e o rosto e teve traumatismo craniano. À época que a jovem recebeu alta, o advogado de Maria Clara informou que ela estava em casa fazendo fisioterapia leve, já que ainda não podia ficar em pé. "A minha vida mudou bastante, porque até agora não voltei a trabalhar ainda, não retomei minha rotina". A defesa da jovem afirma que a família tem dificuldades financeiras e cobra o cumprimento da decisão judicial sobre a ajuda material. "A gente não quer crucificar ninguém, a gente só quer que seja cumprida a decisão judicial, já que ele está em liberdade", diz o advogado Pablo Thafarel. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.