Após perder reeleição, senadora Leila do Vôlei pede licença não remunerada até o fim do mandato
Leila do Vôlei pede licença sem remuneração e não deve voltar ao Senado até o fim do mandato Divulgação A senadora Leila do Vôlei (PDT) pediu licença sem remune...
Leila do Vôlei pede licença sem remuneração e não deve voltar ao Senado até o fim do mandato
Divulgação
A senadora Leila do Vôlei (PDT) pediu licença sem remuneração do Senado. O afastamento está previsto para terminar em 31 de janeiro de 2027, data em que termina o mandato dela.
O requerimento foi apresentado pela parlamentar na segunda-feira (5). Segundo a assessoria da parlamentar, a licença é para “cuidar da saúde e tratar de assuntos particulares”.
➡️ Candidata à reeleição para o Senado pelo Distrito Federal, a medalhista olímpica Leila do Vôlei recebeu 686.340 votos (21,25% dos votos válidos), mas não foi eleita. As duas vagas foram para Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, ambas do PL.
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O pedido de afastamento ainda precisa ser votado pelo plenário do Senado. Segundo o gabinete da senadora, a votação pode ocorrer ainda nesta terça-feira (6).
Enquanto estiver afastada, Leila será representada pela primeira suplente, Leany Lemos (PSB).
Primeira suplente, a cientista política e gestora pública Leany Lemos tomou posse nesta terça-feira (6) como senadora pelo Distrito Federal. No governo Rollemberg, Leany coordenou a transição de governo e posteriormente assumiu a Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão.
Candidata ao Senado Federal, Leila do Vôlei chega para votar em Águas Claras, no DF
Nascida em Brasília e criada em Taguatinga, Leila tem 55 anos e chegou à política após uma carreira de destaque no esporte, com três participações em Jogos Olímpicos e duas medalhas de bronze pela Seleção Brasileira de vôlei.
Dentro de quadra
Filha de um mecânico e de uma dona de casa, começou a jogar vôlei ainda durante a passagem pela escola pública. Na adolescência, recebeu uma bolsa de estudos por causa do desempenho esportivo. Aos 17 anos, foi aprovada em uma seletiva do Minas Tênis Clube e iniciou a carreira como atleta.
Foi nas quadras que Leila se tornou conhecida nacionalmente. A jogadora integrou a Seleção Brasileira feminina e participou dos Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992; Atlanta, em 1996; e Sydney, em 2000.
Leila do Vôlei, em imagem de arquivo
Foto: Agência Senado
Também conquistou o ouro nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, em 1999, além de títulos do Grand Prix.
Após deixar as quadras, Leila também atuou no vôlei de praia e trabalhou como comentarista esportiva. É casada com Emanuel Rêgo, campeão olímpico do vôlei de praia, com quem tem um filho.
Da quadra para a política
A primeira disputa eleitoral de Leila ocorreu em 2014, quando concorreu a deputada distrital pelo então PRB — atual Democratas. Ela não conquistou uma das 24 cadeiras da Câmara Legislativa, mas ficou como primeira suplente da coligação.
No ano seguinte, entrou para o Executivo local. Durante o governo de Rodrigo Rollemberg, Leila assumiu a Secretaria de Esporte e Lazer do Distrito Federal. Permaneceu no cargo entre 2015 e abril de 2018.
Em 2018, filiada ao PSB, Leila disputou uma das duas vagas do Distrito Federal no Senado e foi eleita com 467.787 votos. Com o resultado, tornou-se a primeira mulher eleita senadora pelo Distrito Federal.
Seu primeiro mandato começou em fevereiro de 2019 e vai até 2027. Atualmente filiada ao PDT, ela integra, entre outros colegiados, as comissões de Assuntos Econômicos, Esporte e Meio Ambiente e a Comissão Permanente Mista de Combate à Violência contra a Mulher.
Lei contra o stalking e relatoria da MP da taxa das blusinhas
Waldemir Barreto /Agência Senado
Fonte: Agência Senado
Uma das principais leis de autoria de Leila durante sua passagem pelo Senado foi a que passou a criminalizar a perseguição, prática conhecida como stalking.
O projeto apresentado pela senadora deu origem à Lei nº 14.132/2021, que incluiu no Código Penal o crime de perseguição. A legislação considera crime perseguir alguém reiteradamente, inclusive pela internet, ameaçando a integridade física ou psicológica e interferindo na liberdade ou privacidade da vítima.
Em 2026, cinco anos depois da sanção da norma, Leila apresentou uma nova proposta para alterar a legislação.
O PL 329/2026 busca, entre outros pontos, permitir que um único ato de extrema gravidade possa ser enquadrado como perseguição e prevê que a ação penal não dependa da iniciativa da vítima.
Recentemente, a senadora atuou como relatora da Medida Provisória (MP 1.357/2026) que zerou o imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50, a chamada taxa das blusinhas.
Disputa pelo Palácio do Buriti
Leila do Vôlei (PDT) em debate na Globo Brasília, nas eleições de 2022
TV Globo/Reprodução
No meio do primeiro mandato como senadora, Leila decidiu disputar outro cargo. Em 2022, concorreu ao governo do Distrito Federal pelo PDT.
A candidatura terminou em quinto lugar: foram 79.597 votos, ou 4,81% dos votos válidos. Ibaneis Rocha (MDB) foi reeleito governador naquele ano.
Depois da disputa pelo Palácio do Buriti, Leila permaneceu no Senado.
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