Arruda diz que vai recorrer ao TSE para manter candidatura ao governo do DF; TRE negou registro por unanimidade
José Roberto Arruda (PSD) Pedro França/Agência Senado O ex-governador José Roberto Arruda (PSD) afirmou nesta quinta-feira (3) que vai recorrer ao Tribunal ...
José Roberto Arruda (PSD) Pedro França/Agência Senado O ex-governador José Roberto Arruda (PSD) afirmou nesta quinta-feira (3) que vai recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para manter sua candidatura ao governo do Distrito Federal. A intenção foi confirmada após o Tribunal Regional Eleitoral do DF rejeitar, por unanimidade, o registro da candidatura. Em nota, Arruda afirmou que recebe a decisão "com serenidade", mas discorda do resultado. "Tenho confiança na Justiça e sei que ela vai fazer valer o que diz a legislação, aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente da República, que me deixa elegível." ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp Antes mesmo do início do julgamento, Arruda já tinha sinalizado o recurso em entrevista ao g1. "Hoje mesmo vamos entrar com recursos no TSE. A campanha não para. Eu tenho couro grosso, tenho amor por Brasília e não vou aceitar ser derrotado no tapetão. Eu desejo que a população de Brasília tenha o direito de escolher o seu governador pelo voto", declarou. MPF impugna candidatura de José Roberto Arruda ao governo do DF Relator do processo, o desembargador eleitoral Guilherme Pupe votou por indeferir (negar) a candidatura de Arruda. Acompanharam o relator os desembargadores André Puppin, Asiel Henrique de Sousa, Leonor Aguena e João Egmont. O desembargador Néviton Guedes se declarou suspeito , por ter julgado processos da operação Caixa de Pandora no Tribunal Regional Federal da 1ª Região. ➡️Pupe usou a palavra por 50 minutos e, entre diversas argumentações, avaliou que as sete condenações de Arruda por improbidade administrativa não são todas conexas. ➡️E, por isso, não seria possível unificar todas as inelegibilidades a partir da primeira condenação, de julho de 2014. ➡️Com isso, a contagem deveria começar na segunda condenação, de 2018; ou na mais recente, de junho de 2026. Em qualquer dos casos, segundo o relator, a contagem impediria a candidatura nas eleições deste ano. O julgamento da candidatura avaliou duas impugnações da candidatura de Arruda: um do Ministério Público Eleitoral e um do ex-administrador regional Cláudio Ferreira Domingues. 🔎 Impugnar é o ato de apresentar oposição ou contestar algo. Ou seja, a impugnação de registro de candidatura é a forma de tentar que determinada pessoa não possa ser candidato ou candidata por não cumprir as condições exigidas. A decisão cabe à Justiça Eleitoral. Candidatura é dúvida desde 2025 O retorno de Arruda à cena política do Distrito Federal gera dúvidas desde que o político se filiou ao PSD, em dezembro de 2025. Entre 2013 e 2026, o ex-governador foi condenado em uma série de processos por improbidade administrativa relacionados à operação Caixa de Pandora. A defesa de Arruda afirma que as restrições impostas pela Lei da Ficha Limpa já se encerraram e, por isso, o político está plenamente elegível. "Registrei minha candidatura absolutamente dentro da lei vigente. Estou elegível e confio na Justiça", declarou Arruda ao g1 na semana anterior ao julgamento. Entenda por que inelegíveis como Pablo Marçal conseguiram registrar candidatura Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.