cover
Tocando Agora:

BRB pede ao STF que eventuais delações sobre caso Master reservem dinheiro para cobrir prejuízos causados ao banco

BRB pede ao STF que eventuais delações sobre caso Master reservem dinheiro para cobrir prejuízos causados ao banco O Banco de Brasília (BRB) pediu ao Suprem...

BRB pede ao STF que eventuais  delações sobre caso Master reservem dinheiro para cobrir prejuízos causados ao banco
BRB pede ao STF que eventuais delações sobre caso Master reservem dinheiro para cobrir prejuízos causados ao banco (Foto: Reprodução)

BRB pede ao STF que eventuais delações sobre caso Master reservem dinheiro para cobrir prejuízos causados ao banco O Banco de Brasília (BRB) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que eventuais delações sobre o caso Master determinem a reserva de dinheiro para cobrir prejuízos causados ao banco em sua relação com a instituição financeira de Daniel Vorcaro. "No âmbito de procedimentos judiciais relacionados a operações mantidas com o Banco Master, a Companhia protocolou petição incidental com pedido de tutela cautelar, com o objetivo de resguardar seu direito à eventual recomposição integral de danos sofridos", disse o BRB em comunicado ao mercado. Até o momento, não há nenhum acordo de delação premiada assinado envolvendo os investigados no caso Master. Embora não tenha precedentes de pedidos prévios de reparação de prejuízos envolvendo delações. O BRB fala que fez o pedido de forma antecipada como medida preventiva. "A Companhia esclarece que a referida iniciativa possui natureza preventiva e cautelar, não havendo, no presente momento, definição quanto à existência, quantificação ou efetiva realização de quaisquer valores a serem eventualmente recuperados", diz o banco. “A medida judicial visa, especificamente, à eventual reserva, segregação e vinculação de bens, valores, ativos, créditos e fluxos financeiros que venham a ser identificados, recuperados, bloqueados, repatriados ou ofertados no contexto de investigações em curso, inclusive no âmbito de eventuais acordos de colaboração premiada” , diz o comunicado ao mercado. O pedido cita a lei que rege a realização de delação premiada e o Código Penal. O BRB afirmou que “eventuais valores recuperados devem observar a priorização da reparação dos prejuízos causados às partes lesadas”. Entrada do BRB, Banco de Brasília, em 18 de novembro de 2025. Reuters/Mateus Bonomi Entrega do balanço Na noite de terça-feira (31), o BRB afirmou que não cumpriria o prazo definido em lei para divulgar o balanço consolidado de 2025. A legislação brasileira prevê que todas as instituições financeiras no país têm até o fim de março para divulgar suas demonstrações financeiras do ano anterior. O prazo termina às 23h59 da terça. O BRB não informou uma data prevista para a divulgação dos dados. No comunicado de "fato relevante", o BRB informou aos acionistas e ao mercado que a divulgação será postergada em razão da necessidade: "de conclusão dos trabalhos da auditoria forense contratada para apuração dos eventos relacionados à operação 'Compliance Zero'; "da adequada avaliação, pela Administração da Companhia e pelo Auditor Independente, de seus potenciais impactos." Em entrevista ao blog, o presidente do banco, Nelson de Souza, disse que sem a conclusão da investigação interna poderia faltar informações sobre os responsáveis e os números também poderiam sair errados, e que isso foi explicado ao Banco Central. “Pode haver diferença de números ou pessoas que podem ser enquadradas que levam a detectar quem foi que causou esse prejuízo ao BRB”, explicou. “Nós temos uma auditoria em andamento e em seguida vai ser feito espelhamento pela auditoria interna que todos os bancos tem” , disse o presidente do BRB. Segundo Nelson de Souza, o Conselho de Administração do BRB, que é o órgão máximo do banco, já sinalizou que amanhã deve divulgar convocação para uma assembleia em 22 de abril.

Fale Conosco