Briga por chiclete: defesa de adolescente diz que soco dado por piloto causou morte no DF
Surgem novas denúncias contra o piloto que deixou jovem em coma no DF O adolescente de 16 anos agredido pelo piloto Pedro Turra morreu, no sábado (7), após 1...
Surgem novas denúncias contra o piloto que deixou jovem em coma no DF O adolescente de 16 anos agredido pelo piloto Pedro Turra morreu, no sábado (7), após 16 dias internado em estado gravíssimo em um hospital particular do Distrito Federal. O agressor está detido no Centro de Detenção Provisória (CDP) da Papuda e permanece em cela individual após relatar ameaças dentro da unidade. A defesa do adolescente Rodrigo Castanheira alega que o soco dado por Pedro Turra foi a causa da morte. "Dados preliminares indicam ausência de relação entre a causa do falecimento e o veículo mencionado", em referência ao carro em que Rodrigo bate a cabeça após as agressões. "Ressaltamos que todos os traumas e cirurgias foram realizados no lado esquerdo do crânio de Rodrigo, local do soco, enquanto o soco desferido pelo agressor apresentou impacto de altíssima intensidade, com força considerada descomunal", declara a defesa. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Ao g1, a Polícia Civil disse que foi solicitado à defesa de Rodrigo que seja feito um pedido formal para que o médico do Instituto Médico Legal (IML) analise se as lesões são compatíveis ou não ao apresentado pelo laudo médico. A defesa de Pedro Turra disse que só vai se manifestar quando tiver acesso aos prontuários médicos e ao laudo da causa mortis. Após a morte do adolescente, o Ministério Público do Distrito Federal pode reclassificar o crime cometido pelo piloto Pedro Turra, que inicialmente era investigado como lesão corporal gravíssima, para homicídio. A Polícia Civil confirmou que o inquérito já foi concluído e enviado ao MP. Na quinta-feira (12), o Tribunal de Justiça do Distrito Federal julga um novo pedido de habeas corpus pedido pela defesa de Pedro Turra. Agressões O adolescente Rodrigo Castanheira morreu 16 dias após ser agredido pelo piloto Pedro Arthur Turra Bassos após uma briga por chiclete Reprodução/TV Globo O agressor, de 19 anos, foi identificado como Pedro Arthur Turra Basso. Inicialmente ele foi preso e liberado após pagar fiança de R$ 24,3 mil, mas a Justiça decretou sua prisão preventiva dias depois. Durante a agressão, Rodrigo levou uma sequência de socos, caiu e bateu a cabeça na porta de um carro. Ele sofreu traumatismo craniano e chegou a ter uma parada cardiorrespiratória de 12 minutos. O jovem foi levado para um hospital particular em Águas Claras, onde permaneceu em coma induzido desde a madrugada de 23 de janeiro. Ele não resistiu e morreu neste sábado (7). Em nota, o Hospital Brasília Águas Claras confirmou que, 'apesar de todos os esforços da equipe médica, o quadro evoluiu para a perda completa e irreversível das funções cerebrais'. A defesa de Pedro Turra divulgou nota neste sábado (7) afirmou que a família do piloto “lamenta profundamente o falecimento de Rodrigo Castanheira”. Pedro Turra é investigado por quatro denúncias: duas delas de episódios anteriores que só foram levados à polícia após a repercussão da briga recente. São três agressões e uma tentativa de dar bebida a uma jovem menor de idade. Quais são os casos em investigação? A Polícia Civil também apura outras quatro denúncias envolvendo o piloto, incluindo agressões anteriores que vieram à tona após a repercussão do caso. São elas: a agressão em janeiro contra o adolescente de 16 anos; uma briga em uma praça de Águas Claras, em junho de 2025 (registrada naquele mês); a denúncia de uma jovem que afirma que Pedro a forçou a ingerir bebida alcoólica quando ela ainda era menor de idade; e a agressão contra um homem de 49 anos em uma briga de trânsito. O que diz a defesa de Rodrigo Castanheira "Informamos que a família de Rodrigo Castanheira teve acesso ao prontuário médico, cujos dados preliminares indicam ausência de relação entre a causa do falecimento e o veículo mencionado. Ressaltamos que todos os traumas e cirurgias foram realizados no lado esquerdo do crânio de Rodrigo, local do soco, enquanto o soco desferido pelo agressor apresentou impacto de altíssima intensidade, com força considerada descomunal. Essa configuração sugere a necessidade de análise de outras possibilidades. A equipe segue investigando todos os aspectos do caso, com compromisso de prestar atualizações assim que novas evidências forem apuradas." O que diz a defesa de Pedro Turra "Em nome da família de Pedro Turra, com profundo respeito e sincera solidariedade, lamentamos o falecimento de Rodrigo Castanheira. Neste momento de imensa dor, nos unimos aos pais, familiares e amigos, expressando nossas mais sentidas condolências e desejando que encontrem amparo, conforto e força para atravessar este período de luto." Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.