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Cade pede condenação de Sindicato do DF por suspeita de influenciar preços de combustíveis

Sede do Cade, em Brasília Adriano Machado/Reuters A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (SG/Cade) recomendou ao Tribunal do...

Cade pede condenação de Sindicato do DF por suspeita de influenciar preços de combustíveis
Cade pede condenação de Sindicato do DF por suspeita de influenciar preços de combustíveis (Foto: Reprodução)

Sede do Cade, em Brasília Adriano Machado/Reuters A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (SG/Cade) recomendou ao Tribunal do órgão a condenação do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes do Distrito Federal (Sindicombustíveis-DF) e de seu presidente, Paulo Roberto Correa Tavares, por suspeita de prática anticoncorrencial no mercado de combustíveis. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. De acordo com o SG/Cade, o sindicato teria atuado para influenciar a adoção de conduta comercial uniforme entre postos, por meio de manifestações públicas com divulgação de informações consideradas sensíveis, como preços, margens de lucro, custos operacionais e repasses. ➡️O processo foi encaminhado ao Tribunal Administrativo do Cade, que irá decidir se houve infração à ordem econômica e, em caso positivo, determinar a aplicação das penalidades cabíveis. Em nota (veja íntegra abaixo), o Sindicombustíveis-DF e seu presidente, Paulo Tavares, afirmam que sempre atuaram de forma pública, transparente e institucional, com o objetivo de representar o setor e contribuir para o debate sobre o mercado de combustíveis, especialmente em momentos de instabilidade econômica e variações nos preços. Secretaria-Geral do Cade recomenda condenação do Sindicombustíveis/DF Como foi a investigação A investigação analisou mais de 200 comunicações feitas entre 2022 e 2025, incluindo publicações em redes sociais, vídeos e episódios do podcasts. Para a SG/Cade, o conjunto dessas mensagens poderia funcionar como sinalização entre concorrentes, com potencial para inibir a redução de preços ao consumidor. Segundo o Cade, as manifestações ultrapassaram a divulgação genérica de informações do setor e podem ter contribuído para coordenar comportamentos no mercado. O Sindicombustíveis-DF sustenta que suas manifestações tiveram caráter informativo e não buscaram alinhar condutas entre concorrentes. A defesa argumenta ainda que há divergências jurídicas no processo e que irá demonstrar ao Tribunal do Cade que atuou dentro dos limites da liberdade de expressão e da atividade sindical, reafirmando respeito às instituições, à livre concorrência e ao papel de informar a sociedade sobre um setor considerado estratégico. O Cade destacou que, embora sindicatos tenham papel legítimo de representação, não podem induzir ou influenciar práticas comerciais uniformes entre empresas concorrentes. Em caso de condenação, o Cade pode aplicar multas que variam conforme o faturamento da entidade e impor sanções adicionais, como: a proibição de contratar com o poder público a obrigatoriedade de publicação da decisão e a adoção de medidas para cessar a conduta considerada anticoncorrencial. Operação da ANP, PF e Procon-DF fiscaliza o preço do diesel em postos do DF O que diz o Sindicombustíveis-DF "O Sindicombustíveis-DF e seu presidente, Paulo Tavares, recebem com tranquilidade e absoluto respeito institucional a manifestação da Superintendência-Geral do Cade no âmbito do Processo Administrativo nº 08700.000899/2021-18, ressaltando que a referida manifestação possui caráter opinativo e não representa decisão definitiva do Tribunal Administrativo da autarquia, órgão responsável pelo julgamento do caso. Ao longo de sua trajetória à frente da entidade sindical, Paulo Tavares sempre exerceu atuação pública, transparente e institucional, pautada pelo compromisso de representar legitimamente o setor de revenda de combustíveis do Distrito Federal e contribuir para o debate técnico sobre um mercado essencial à economia e ao abastecimento da população. As manifestações realizadas ao longo dos últimos anos ocorreram, em sua ampla maioria, em entrevistas jornalísticas, debates públicos e esclarecimentos à sociedade, especialmente em períodos marcados por forte volatilidade econômica, oscilações internacionais do petróleo, alterações tributárias e elevada atenção social em relação aos preços dos combustíveis. Informar e esclarecer a população sobre fatores econômicos, tributários e regulatórios que impactam o setor não se confunde com qualquer forma de alinhamento de condutas comerciais entre empresas concorrentes. Todas as manifestações sempre tiveram caráter institucional, informativo e voltado à transparência das discussões envolvendo um mercado de grande relevância para o país. O próprio histórico processual demonstra que houve, ao longo da tramitação, diferentes interpretações jurídicas acerca dos fatos analisados, inclusive com manifestações anteriores favoráveis ao arquivamento do caso, circunstância que evidencia a complexidade técnica da matéria e a inexistência de consenso jurídico sobre os elementos discutidos. A defesa seguirá demonstrando ao Tribunal do Cade que todas as manifestações realizadas permaneceram rigorosamente dentro dos limites constitucionais da liberdade de expressão, da atividade sindical e do legítimo direito da sociedade ao acesso à informação. Paulo Tavares reafirma seu respeito às instituições, à livre concorrência e ao ambiente regulatório brasileiro, mantendo seu compromisso de continuar atuando com responsabilidade, equilíbrio e transparência na defesa do setor de revenda de combustíveis, dos empregos gerados pela atividade e do direito da sociedade à informação clara e qualificada sobre um mercado estratégico para o país." 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