Fraude em creches: MP denuncia grupo por desvios de R$ 3 milhões em verbas públicas no DF
Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) TV Globo/Reprodução O Ministério Público do Distrito Federal denunciou quatro pessoas por suposto envolvim...
Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) TV Globo/Reprodução O Ministério Público do Distrito Federal denunciou quatro pessoas por suposto envolvimento em um esquema de fraudes e desvios de recursos públicos na gestão de Centros de Educação da Primeira Infância (Cepis), que atendem crianças em situação de vulnerabilidade da capital. A denúncia foi apresentada em 7 de agosto, após a conclusão do inquérito policial. Os acusados são gestores de uma organização da sociedade civil (OSC) e respondem por organização criminosa e 22 delitos de peculato. 🔍 Peculato é o crime cometido por um funcionário público que se apropria, desvia ou utiliza indevidamente de dinheiro, valor ou bem móvel que está sob sua responsabilidade por causa do cargo que ocupa. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 no WhatsApp. O MP pediu a reparação dos danos causados aos cofres públicos no valor de aproximadamente R$ 3 milhões, com atualização monetária e incidência de juros. Agora no g1 Para garantir o ressarcimento dos recursos e a efetividade de uma eventual condenação, o MPDFT solicitou ainda uma medida cautelar autônoma. A Justiça atendeu ao pedido e determinou o sequestro de bens e valores pertencentes aos investigados. A TV Globo entrou em contato com a Secretaria de Educação, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. Entenda a investigação A ação penal é decorrente da Operação Primeira Infância, deflagrada em 28 de junho de 2023 pela Prodep e pela Delegacia de Repressão à Corrupção (Decor), da Polícia Civil do Distrito Federal. Na ocasião, os agentes cumpriram seis mandados de busca e apreensão nas regiões de Taguatinga, São Sebastião e Núcleo Bandeirante. Os alvos foram a sede da organização investigada e as residências dos suspeitos. A apuração buscou reunir provas sobre irregularidades praticadas pelos gestores da OSC, que era responsável pela administração de cinco creches conveniadas com a Secretaria de Educação. 🔎 Os Cepis são unidades construídas pela rede pública de ensino. A gestão pedagógica e operacional desses espaços pode ser transferida a organizações da sociedade civil por meio de termos de colaboração. Segundo o Ministério Público, os gestores utilizaram a estrutura da entidade para desviar os recursos públicos que deveriam garantir o funcionamento das unidades. O esquema funcionava de forma contínua e com divisão coordenada de tarefas entre os envolvidos. De acordo com a acusação, o grupo sistematizou compras e aquisições para as creches com preços inflacionados. As investigações também apontaram a criação de duas empresas fictícias. Essas pessoas jurídicas de fachada eram usadas para emitir notas fiscais falsas em nome da entidade responsável pelas creches. Segundo a denúncia, os valores públicos obtidos de forma ilícita eram recolhidos e divididos entre os integrantes do grupo. LEIA TAMBÉM: APÓS 12 ANOS FECHADO: Centro Administrativo, em Taguatinga, começa a receber servidores Eleições 2026: TRE-DF suspende perfil de Celina Leão em rede social por 24h; entenda Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.