cover
Tocando Agora:

GDF aciona STF para derrubar entrave da União que pode impactar empréstimo de socorro ao BRB

Governadora do DF, Celina Leão reprodução/CLDF O Governo do Distrito Federal (GDF) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar derrubar um entrave i...

GDF aciona STF para derrubar entrave da União que pode impactar empréstimo de socorro ao BRB
GDF aciona STF para derrubar entrave da União que pode impactar empréstimo de socorro ao BRB (Foto: Reprodução)

Governadora do DF, Celina Leão reprodução/CLDF O Governo do Distrito Federal (GDF) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar derrubar um entrave imposto pela União que pode impedir um empréstimo de R$ 6,6 bilhões para socorrer o Banco de Brasília (BRB). Na ação, à qual a TV Globo teve acesso, o GDF pede que o STF suspenda os efeitos da classificação fiscal dada pela Secretaria do Tesouro Nacional ao Distrito Federal. ➡️ Como mostrou o g1, essa classificação impede que a União atue como garantidora em novas operações de crédito — prerrogativa restrita a entes com notas A ou B. Tribunal de Contas tem 9 processos para apurar o tamanho do rombo no BRB O governo local argumenta que a nota impede o avanço de uma operação necessária para recompor os índices de capital do BRB, exigidos pelo Banco Central. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP) tem audiência marcada para a tarde desta terça-feira (26), no STF, com representantes do governo federal, para discutir o caso. A reunião está prevista para as 16h e será conduzida pelo ministro Luiz Fux, relator da ação. O encontro foi marcado após pedido do Ministério da Fazenda e da Advocacia-Geral da União (AGU), que manifestaram interesse em uma conciliação. Empréstimo de R$ 6,6 bilhões O pedido de socorro ao BRB foi formalizado pelo GDF junto ao governo federal em abril. Em ofício enviado ao Ministério da Fazenda, ao qual o g1 teve acesso, Celina Leão solicitou garantia da União para contratação de um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Segundo o governo, o objetivo da operação é reforçar o capital do banco público. A movimentação ocorre em meio à crise enfrentada pela instituição após prejuízos relacionados às operações com o Banco Master e à Operação Compliance Zero. Celina também enviou um ofício ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pedindo uma reunião para tratar da situação do BRB. Segundo o documento enviado ao STF, o DF recebeu nota “C” na Capacidade de Pagamento (Capag), classificação usada pela União para autorizar operações de crédito com garantia federal. O governo argumenta que a nota foi definida por uma diferença de apenas 0,27 ponto percentual no indicador de “poupança corrente”, usado para medir a situação fiscal do ente federativo. Na prática, a classificação impede que o Distrito Federal avance na operação de crédito para fazer um aporte no BRB. O GDF afirma ao STF que o banco enfrenta um cronograma definido pelo Banco Central para recompor índices regulatórios de capital e que o prazo termina em 29 de maio. Segundo a ação, o BRB: opera 25 programas sociais do DF; movimenta cerca de R$ 3 bilhões em benefícios; faz o pagamento de aproximadamente 210 mil servidores públicos; atende quase 440 mil beneficiários de programas distritais; já concedeu mais de R$ 32 bilhões em crédito. O texto afirma ainda que o banco guarda “valores bilionários” de correntistas e depósitos judiciais. “A inviabilização de suas atividades resultaria em graves consequências para todo o País”, diz a peça enviada ao Supremo. Capag O Capag se baseia em critérios de endividamento, poupança e liquidez que, juntos, definem a "saúde fiscal" de cada ente. Na prática, indicam o risco de aquele governo dar o calote em um empréstimo. ➡️ A União só entra como avalista em empréstimos de Estados e municípios que tenham nota alta (A ou B). ➡️ O DF tinha nota B em 2023 e 2024, mas caiu para C na avaliação feita em 2025 e divulgada no início deste mês. Com isso, o DF perdeu a garantia da União para novas operações de crédito. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

Fale Conosco