cover
Tocando Agora:

Governo do DF aciona STF contra lei federal que pode gerar corte bilionário no Fundo Constitucional

Edifício-sede do STF, em imagem de arquivo Jornal Nacional/ Reprodução O governo do Distrito Federal entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) ...

Governo do DF aciona STF contra lei federal que pode gerar corte bilionário no Fundo Constitucional
Governo do DF aciona STF contra lei federal que pode gerar corte bilionário no Fundo Constitucional (Foto: Reprodução)

Edifício-sede do STF, em imagem de arquivo Jornal Nacional/ Reprodução O governo do Distrito Federal entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (1º) para questionar a lei federal que autoriza a União a usar recursos do pré-sal para reduzir o preço dos combustíveis no país. O projeto aprovado no Congresso e sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva incluiu uma série de outros dispositivos fiscais – entre eles, um aumento de gastos fora do teto ainda em 2026 e novas regras de ajuste fiscal para 2027 em diante (entenda abaixo). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Essas regras de ajuste fiscal, segundo o governo do DF, podem impactar duplamente o Fundo Constitucional do Distrito Federal – repasse bilionário feito pela União todos os anos para cobrir parte do orçamento distrital de saúde, segurança pública e educação. 💵Segundo a ação, um cálculo da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado apontou um possível corte de pelo menos R$ 1,8 bilhão no Fundo Constitucional do DF já em 2027. 💵Em 2026, a previsão é de que o DF receba R$ 28,7 bilhões de Fundo Constitucional. Se confirmado, o corte citado acima representaria 6,2% desse valor. Miriam Leitão: Orçamento de 2027 tem esforço fiscal "Essa supressão não constitui simples operação contábil. Do lado da União, o montante aparece como espaço fiscal; do lado do Distrito Federal, representa desfinanciamento de fundo destinado às folhas, ao custeio e aos investimentos da Polícia Civil, da Polícia Penal, da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros Militar e das redes públicas de saúde e ensino", diz a ação. No questionamento enviado ao STF, o governo do DF pede: que a lei seja suspensa, na íntegra, até o julgamento da ação direta de inconstitucionalidade; que, enquanto isso, os repasses do Fundo Constitucional do DF sejam mantidos sem o possível recálculo gerado pelo ajuste fiscal incluído na nova lei. Até as 19h desta terça, a ação ainda não constava no sistema eletrônico do STF e não tinha relator designado. Não há prazo para que o tema vá a julgamento. O que diz a lei federal? A lei questionada pelo governo do DF foi aprovada pelo Congresso em agosto e sancionada sem vetos por Lula nesta segunda-feira (31). A norma trata de vários temas – do preço dos combustíveis à realização da Copa do Mundo Feminina no Brasil no ano que vem. E no artigo 14, já no fim do texto, inclui dois dispostivos de ajuste fiscal válidos a partir de 2027. A lei diz que, se houver previsão de déficit primário, o governo fica proibido de: reajustar para cima as despesas federais, incluindo aquelas que têm crescimento vinculado; contabilizar os recursos do Fundo Social do Pré-Sal na hora de programar as despesas do ano seguinte. Segundo o governo do DF, as duas medidas "punem" o Fundo Constitucional que abastece os cofres distritais. A primeira congela o reajuste dos repasses, e a segunda reduz a "base de cálculo" usada para calcular o repasse dos anos seguintes. A contestação enviada pelo DF ao Supremo tem 32 páginas. Nela, a governadora Celina Leão (PP) e a Procuradoria-Geral do Distrito Federal apontam inconstitucionalidades na tramitação e no próprio texto da lei – como a suposta ausência de mecanismos de compensação financeira e uma suposta ofensa ao "dever legal" da União com os serviços públicos do DF. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

Fale Conosco