Governo do DF decide aderir a acordo nacional contra alta do diesel e envia tema ao Legislativo
A recente escalada nas tensões geopolíticas e seus efeitos sobre o mercado internacional de petróleo já impactam os preços dos combustíveis no Brasil. O...
A recente escalada nas tensões geopolíticas e seus efeitos sobre o mercado internacional de petróleo já impactam os preços dos combustíveis no Brasil. O governo do Distrito Federal enviou à Câmara Legislativa local, nesta terça-feira (28), um projeto de lei para autorizar o Executivo a aderir ao acordo do governo federal para conter a alta do diesel. O mecanismo proposto pelo governo federal consiste em um subsídio de R$ 1,20 por litro, com o custo dividido entre a União (R$ 0,60 por litro) e as unidades da Federação (R$ 0,60 por litro). ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 no WhatsApp. A medida provisória do governo federal já está em vigor, mas o DF só pode aderir ao acordo se tiver a autorização da Câmara Legislativa. Na justificativa do projeto, a Secretaria de Economia do DF afirma que o impacto financeiro da medida para os cofres públicos da capital seria "limitado". Governo e estados anunciam acordo para tentar diminuir o preço do diesel O DF responde por apenas 0,58% do consumo nacional do combustível. Como o acordo prevê um "teto global" de R$ 2 bilhões para a renúncia de estados e DF, a parcela máxima que caberia ao governo distrital foi estimada em R$ 11,6 milhões. O valor seria tratado como despesa pública direta e não implicaria renúncia fiscal -- ou seja, não afetaria a arrecadação de impostos do DF. Participação relutante Celina Leão durante discurso no Sendo nesta quarta (12 de novembro) Geraldo Magela/Agência Senado A governadora Celina Leão (PP) já havia sinalizado que o DF poderia participar do acordo após um telefonema com o ministro da Fazenda, Dario Durigan. A decisão de enviar o projeto, no entanto, só foi tomada um mês após o início das discussões. A Secretaria de Economia chegou a afirmar ao g1, categoricamente, que o DF não entraria no acordo (sem dizer a razão). Dias depois, o discurso mudou. O governo disse que estudaria a proposta "em razão da dependência do Distrito Federal do abastecimento externo e do transporte rodoviário, com impacto direto sobre custos logísticos, inflação regional e preços ao consumidor." O projeto do governo federal Especialistas dizem que as medidas anunciadas pelo governo devem mitigar a alta do combustível, mas terão efeito limitado. Agência Brasil via BBC No início do mês, o governo federal publicou a medida provisória (MP) que institui o Regime Emergencial de Abastecimento Interno de Combustíveis. ⛽ O diesel é o principal combustível usado no transporte de cargas no Brasil. Por isso, quando seu preço sobe, há um efeito em cadeia na economia. O custo maior do frete, por sua vez, tende a ser repassado para alimentos, produtos industrializados e serviços, pressionando a inflação. As medidas têm validade imediata e seguem em vigor até 31 de maio de 2026. O prazo poderá ser prorrogado por mais dois meses, caso os efeitos da guerra no Oriente Médio continuem impactando os preços dos combustíveis. LEIA TAMBÉM: BRB: defesa diz que ex-presidente pretende fazer delação premiada e pede transferência da Papuda PRISÃO: sargento do Exército é suspeito de atropelar jovem e fugir sem prestar socorro no DF Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.