Governo do DF retira Serrinha do Paranoá e terreno da Saúde de plano que permite 'entrega' de imóveis públicos para salvar BRB
Fachin restabelece lei que permite uso de imóveis públicos para socorrer BRB A governadora do Distrito Federal Celina Leão (PP) sancionou, nesta segunda-fei...
Fachin restabelece lei que permite uso de imóveis públicos para socorrer BRB A governadora do Distrito Federal Celina Leão (PP) sancionou, nesta segunda-feira (11), uma lei que retira Serrinha do Paranoá e um terreno da Saúde do plano que usa imóveis públicos para salvar Banco de Brasília (BRB). A retirada dos dois terrenos foi proposta pelo governo em 27 de abril para a Câmara Legislativa. Em 29 de abril, a Casa aprovou a medida. O texto foi sancionado e publicado em uma edição extra do Diário Oficial do DF, nesta segunda. ➡️ O BRB tenta se recuperar de um rombo bilionário após operações malsucedidas e supostas fraudes com o Banco Master. Os presidentes dos dois bancos, Paulo Henrique Costa e Daniel Vorcaro, estão presos. ➡️ Para tentar salvar o banco, o governo do DF — acionista majoritário e controlador do BRB — sancionou a Lei nº 7.845/2026, em 10 de março. Ela permite que os imóveis públicos sejam vendidos e usados como garantia para empréstimos do BRB, possibilitando uma captação de até R$ 6,6 bilhões. Com a retirada dos dois terrenos, o valor estimado para a captação deve cair de R$ 6,6 bilhões para R$ 3,6 bilhões. Veja os dois terrenos retirados Terreno utilizado pela Secretaria de Saúdo do DF, no lote G do SIA, avaliado em R$ 632 milhões. Foi oferecido em projeto de lei como garantia para salvar BRB TV Globo De acordo com a proposta para retirada dos dois terrenos, os referidos lotes possuem "restrições de ordem ambiental ou quanto a sua destinação". O primeiro terreno retirado fica no SIA, no lote G do Trecho Serviço Público, sendo avaliado em R$ 632 milhões. Ele é uma espécie de "Parque de Apoio" da Secretaria de Saúde, abrigando a Farmácia Central e uma oficina de órteses e próteses. O Ministério Público de Contas do DF chegou a pedir, em março, que o Tribunal de Contas determinasse que o governo do DF não utilize o terreno. Serrinha do Paranoá está entre terrenos que serão usados como garantia para empréstimo do BRB; entenda os riscos montagem/g1 O segundo terreno é a "Gleba A", de 716 hectares na Serrinha do Paranoá, avaliada em R$ 2,2 bilhões. A área verde pertence à Terracap e, segundo ambientalistas, abriga um importante manancial de nascentes. A inclusão da Serrinha no projeto foi alvo de protestos de entidades que lutam pela preservação da área. Terrenos que permanecem no plano Foto de 19 de novembro de 2025 mostra a fachada do prédio do Banco de Brasília (BRB) Joédson Alves/Agência Brasil Com a retirada dos dois terrenos, sobram outros sete no plano: SIA, Trecho Serviço Público, Lote F – área pertencente à Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb): R$ 632 milhões; SIA, Trecho Serviço Público, Lote I: R$ 364 milhões; SIA, Trecho Serviço Público, Lote H: R$ 361 milhões; SIA, Trecho Serviço Público, Lote C – pertencente à CEB: R$ 547 milhões; SIA, Trecho Serviço Público, Lote B – pertencente à Novacap: R$ 1,02 bilhão; Centro Metropolitano, Quadra 03, Conjunto A, Lote 01, em Taguatinga – é a sede do Centro Administrativo do DF, abandonada há mais de uma década: R$ 491 milhões; Setor de Áreas Isoladas Norte SAIN (antigo lote da PM): R$ 239 milhões. LEIA TAMBÉM: TEMA NO STF: Dino pede que Corte vote presencialmente sobre 'entrega' de imóveis públicos do DF para socorrer o BRB BUSCA POR SOLUÇÃO: Celina Leão se reúne com Galípolo e, sem dar detalhes, diz que crise do BRB terá solução técnica Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.