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Justiça do DF condena ex-funcionários do Iges e empresário por esquema de propina

Justiça condena ex-funcionários do Iges-DF por corrupção O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios condenou dois ex-funcionários do Instituto ...

Justiça do DF condena ex-funcionários do Iges e empresário por esquema de propina
Justiça do DF condena ex-funcionários do Iges e empresário por esquema de propina (Foto: Reprodução)


Justiça condena ex-funcionários do Iges-DF por corrupção O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios condenou dois ex-funcionários do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) e o dono da empresa de alimentação Salutar por corrupção. Os três são apontados como participantes de um esquema de propina paga pela empresa em troca de benefícios ligados ao contrato de fornecimento de refeições. A decisão decorre da Operação Escudero, realizada em 2024 e 2025. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 no WhatsApp. 🔎 O Iges-DF é uma organização vinculada ao governo do DF responsável pela gestão do Hospital de Base, Hospital Regional de Santa Maria e Hospital Cidade do Sol, além de todas as 13 UPAs do Distrito Federal. A Salutar era responsável pelo abastecimento de 13 UPAs e três hospitais administrados pelo Iges. Segundo a investigação, os funcionários do Iges que recebiam propina orientavam o empresário, acompanhavam pagamentos e bloqueios e defendiam interesses da empresa. Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Sobradinho-DF TV Globo/Reprodução Foram condenados: Waldenes Barbosa da Silva, dono da Salutar: condenado por corrupção ativa acusado de pagar propina aos ex-servidores. Pena é de quatro anos de reclusão em regime aberto e multa. Alessandra Lobato Nogueira Barros, então chefe de gabinete da Presidência do Iges: acusada de corrupção passiva por receber R$ 309 mil reais por meio de contas de parentes. Pena é de dois anos de reclusão, em regime inicial aberto, além de multa. Caio Valério Gondim Reginaldo Falcão, ex-vice-presidente do instituto, condenado por corrupção passiva acusado de receber R$ 1 milhão em vantagens indevidas. Pena é de dois anos de reclusão, em regime inicial aberto, além de multa. O g1 tenta contato com as defesas de Waldenes e Alessandra. O advogado de Caio Valério reafirmou, em nota, que o ex-gestor é inocente (leia íntegra abaixo). Troca de mensagens A investigação encontrou trocas de mensagens entre Caio e Waldenes, que mostram "orientação e acompanhamento de demandas da Salutar relacionadas a pedidos administrativos, pagamentos, glosas, tramitação interna e reequilíbrio econômico-financeiro". Outra troca de mensagens, dessa vez entre Alessandra e o empresário, mostra tentativa de beneficiar Waldenes. A operação apreendeu ainda , no quarto da mulher, um ofício de 2023 em que ele solicitava antecipação de pagamento no valor de R$ 3 milhões. "Cobrei essas movimentações hoje. Creio que voltar a burocracia antiga não é realidade, você tem consciência que tem prioridade em TUDO aqui... mas você tem que entender o meu lado também, rotineiramente furando um fluxo pode também me deixar muito exposta para os controles externos... não tem um dia que não priorizo você aqui", disse a ex-funcionária. A Justiça analisou também mensagens em que a funcionária do iges indicava duas chaves pix de parentes e comprovante dos repasses. O juiz determinou, nos três casos, a substituição da prisão por penas alternativas, como a prestação de serviçoes comunitários, a serem definidas pelo Juiz da Execução Penal. Um quarto réu, Antônio Carlos Garcia Martins Chaves, foi absolvido. A Justiça entendeu considerou que faltam provas contra o ex-diretor de Administração e Logística, que era acusado de receber R$ 73 mil em propina. Decisões ainda são passíveis de recurso. O que dizem os citados? Em nota, o Iges afirmou que não configura como réu da ação e que segue contribuindo com a Justiça na resolução do caso. Confira: "O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) informa que tem conhecimento da decisão judicial relacionada à Operação Escudeiro e reafirma seu respeito à atuação das autoridades competentes. Ao longo das investigações e do processo, o Instituto colaborou com os órgãos responsáveis, prestando informações e disponibilizando os documentos solicitados. E continua à disposição da justiça para qualquer esclarecimento. O IgesDF ressalta que não figura como réu na ação penal e reafirma seu compromisso com a transparência, a integridade e a legalidade na gestão dos recursos públicos." A Globo conseguiu contato com o advogado de Caio Valério, que reafirma a inocência do réu. Em nota, a defesa declarou que vai recorrer. "A defesa de Caio Valério Gondim Reginaldo Falcão respeita a decisão judicial, mas discorda dela e entende que a sentença comporta reforma, especialmente diante da insuficiência dos elementos probatórios para demonstrar, de forma inequívoca, a prática do que lhe foi imputado. A decisão não transitou em julgado e será objeto de recurso. Caio mantém sua posição de inocência, e a defesa continuará adotando todas as medidas jurídicas cabíveis, em busca da sua absolvição perante as instâncias competentes. Por respeito ao devido processo legal, à estratégia defensiva e, especialmente, ao fato de o processo tramitar sob segredo de justiça, a defesa não antecipará ou comentará publicamente os fundamentos específicos que serão submetidos ao Poder Judiciário." Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

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