Mulher que aplicou injeção contra queda de cabelo em cliente no DF não é biomédica, diz conselho; vítima morreu horas depois
Polícia investiga morte de professora após procedimento estético A mulher que se apresentou como biomédica à família de uma professora que morreu após receber u...
Polícia investiga morte de professora após procedimento estético
A mulher que se apresentou como biomédica à família de uma professora que morreu após receber uma injeção para tratar queda de cabelo não tem registro profissional, segundo o Conselho Federal de Biomedicina (CFBM).
Segundo o conselho, Valéria Rodrigues de Sousa da Silva não está autorizada a atuar como biomédica, nem a fazer procedimentos estéticos ou aplicações injetáveis como profissional da área.
🔎 Para atuar como biomédico esteta, é preciso ter formação em Biomedicina, habilitação em Biomedicina Estética e registro regular no conselho regional. É esse registro que permite a fiscalização do profissional.
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Em nota, o CFBM informou que, como Valéria não é inscrita em nenhum Conselho Regional de Biomedicina, ela também não pode ser alvo de um processo ético-disciplinar do conselho.
De acordo com a entidade, entre os procedimentos autorizados para biomédicos estetas estão algumas aplicações de substâncias para fins estéticos, inclusive por via intramuscular.
Mas, para isso, o profissional precisa estar devidamente habilitado e regularizado.
Os locais onde esses procedimentos são realizados também precisam seguir regras sanitárias e ter a documentação exigida pelos órgãos responsáveis.
No caso de Lidiane Gomes de Souza Alves, de 50 anos, a aplicação foi feita em um salão de beleza em Ceilândia.
A professora passou mal horas depois do procedimento e morreu após sofrer paradas cardíacas.
Mulher morre após tomar injeção para queda de cabelo no DF
Globo/Reprodução
Polícia Civil apura
O delegado da 23ª DP (P Sul), Petter Ranquetat, afirmou que a Polícia Civil investiga os possíveis crimes de exercício irregular da medicina e homicídio – que pode ser classificado como culposo ou doloso a depender da apuração.
"[...] o exercício irregular da medicina já que as informações dão conta de que a pessoa que teria aplicado não seria portadora do diploma de biomedicina ou da medicina ou de enfermagem ou de algum curso na área da saúde, razão pela qual ela não teria autorização legal para a aplicação dessa injeção. Em função também dessa aplicação, houve o óbito da vítima, então a gente também está curando uma eventual situação de homicídio culposo nesse primeiro momento", declarou.
Espaço também não tinha registro
Segundo a Secretaria de Saúde, o endereço onde funcionava o salão não tinha licença sanitária nem cadastro na Vigilância Sanitária.
O imóvel é registrado como residencial e não tinha autorização para atividades comerciais de saúde ou estética.
A Polícia Civil investiga o caso como eventual homicídio culposo e exercício ilegal de atividade de saúde. Os policiais recolheram os frascos do suposto complexo vitamínico usado na aplicação.
O material será analisado e a polícia aguarda os laudos do Instituto Médico-Legal (IML) e do Instituto de Criminalística para esclarecer a causa da morte e as circunstâncias do procedimento.
A reportagem tentou contato com a dona do salão, mas não recebeu resposta.
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