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Pedro Turra: saiba por que a Justiça do DF suspendeu o julgamento antes de decidir sobre júri popular

Pedro Turra passa por audiência de instrução A Justiça do Distrito Federal suspendeu, na semana passada, o andamento do processo contra o ex-piloto Pedro Tu...

Pedro Turra: saiba por que a Justiça do DF suspendeu o julgamento antes de decidir sobre júri popular
Pedro Turra: saiba por que a Justiça do DF suspendeu o julgamento antes de decidir sobre júri popular (Foto: Reprodução)

Pedro Turra passa por audiência de instrução A Justiça do Distrito Federal suspendeu, na semana passada, o andamento do processo contra o ex-piloto Pedro Turra, réu por homicídio doloso pela morte do adolescente Rodrigo Castanheira, de 16 anos, e adiou a decisão sobre um eventual júri popular. O motivo é um pedido da defesa de Turra para complementação da perícia médica realizada pelo Instituto Médico Legal (IML), aceito pelo juiz responsável pelo caso. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. A audiência de instrução e julgamento foi feita em 25 de maio e durou cerca de 10 horas. Segundo o Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT), dez testemunhas foram ouvidas, uma foi dispensada e Pedro Turra prestou depoimento ao final. O conteúdo dos depoimentos prestados durante a audiência não será divulgado, segundo o tribunal. ➡ Enquanto a definição sobre um eventual júri popular segue pendente, a Justiça já determinou uma medida na esfera cível. Na quinta-feira (28), o Tribunal de Justiça do DF autorizou o bloqueio de bens de Pedro Turra até o limite de R$ 5,1 milhões para assegurar eventual indenização à família de Rodrigo Castanheira. Ao g1, a defesa do ex-piloto disse que o pedido ocorre "dentro de um trâmite processual normal" e que as provas periciais precisam ser "esmiúçadas" pelas partes. "Essa perícia do IML também é submetida às partes para que seja possibilitado os esclarecimentos de dúvidas e lacunas", afirmou o advogado Paulo Suzano. Por que isso adia a decisão sobre o júri popular? 🔍 A decisão sobre o envio do caso ao Tribunal do Júri normalmente ocorre após a conclusão da fase de instrução, quando o juiz analisa as provas reunidas no processo. No caso de Pedro Turra, porém, o magistrado entendeu que é necessário aguardar a conclusão da perícia complementar antes de decidir se há elementos para que o réu seja julgado por um júri popular. Pedro Turra é suspeito de agredir adolescente de 16 anos em Vicente Pires. TV Globo/Reprodução Segundo o tribunal, o processo permanecerá suspenso até que o IML conclua os trabalhos e apresente o novo laudo pericial. Ao g1, a asssistência de acusação estimou que isso possa levar cerca de 20 dias. Além da complementação da perícia, o juiz autorizou a habilitação de um perito médico particular indicado pela defesa para acompanhar o procedimento realizado pelo IML. O crime Justiça rejeita mais um pedido de habeas corpus de Pedro Turra Pedro Turra está preso desde 2 de fevereiro. O caso aconteceu em 23 de janeiro, quando Rodrigo foi agredido pelo ex-piloto após uma briga. O adolescente ficou internado por 16 dias e morreu em 8 de fevereiro. Confira linha do tempo da briga que levou à morte de Rodrigo Castanheira Veja prints de conversa de Pedro Turra antes da agressão MP avalia que ex-piloto foi até local onde agrediu Rodrigo com a intenção de iniciar briga Com a morte de Rodrigo, o Ministério Público reclassificou o crime cometido por Pedro Turra, inicialmente investigado como lesão corporal gravíssima, para homicídio doloso. Além da condenação criminal, o MP pediu que Pedro Turra seja obrigado a pagar R$ 400 mil por danos morais à família da vítima. Em 11 de fevereiro, o MP apresentou na Justiça a denúncia contra Turra por homicídio doloso. A Justiça aceitou a denúncia e tornou o ex-piloto réu, em 13 de fevereiro. O adolescente Rodrigo Castanheira morreu 16 dias após ser agredido pelo piloto Pedro Arthur Turra Bassos após uma briga por chiclete Reprodução/TV Globo O que diz a defesa de Pedro Turra? "O processo não foi suspenso. Ainda estamos na fase de provas. Existem procedimentos nesta fase que naturalmente levam a determinados desdobramentos. A própria prova pericial precisa ser esmiúçada pelas partes. O magistrado que preside o feito, de maneira muito sóbria, achou por bem franquear a todos a possibilidade de buscar alguns esclarecimentos. Essa perícia do IML também é submetida as partes para que seja possibilitado os esclarecimentos de dúvidas e lacunas. Tudo dentro de um trâmite processual normal." Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

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