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PGR defende que Bolsonaro leia para reduzir pena e receba pastores, mas é contra smart TV

Foto de arquivo do ex-presidente Jair Bolsonaro WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO A Procuradoria-Geral da República opinou nesta quarta-feira (14) a favor de qu...

PGR defende que Bolsonaro leia para reduzir pena e receba pastores, mas é contra smart TV
PGR defende que Bolsonaro leia para reduzir pena e receba pastores, mas é contra smart TV (Foto: Reprodução)

Foto de arquivo do ex-presidente Jair Bolsonaro WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO A Procuradoria-Geral da República opinou nesta quarta-feira (14) a favor de que o ex-presidente Jair Bolsonaro leia e resenhe livros para reduzir a pena de 27 anos e 3 meses pela trama golpista. A PGR também disse ser a favor de que Bolsonaro receba assistência religiosa nos termos da Lei de Execuções Penais – desde que os pastores visitem o político como líderes espirituais, e não como "agentes políticos". A Procuradoria defendeu, no entanto, a rejeição do pedido de instalação de uma smart TV no quarto. Para a PGR, a medida não é "razoável". "A conexão permanente à rede mundial de computadores inviabilizaria o controle sobre as proibições de acesso a redes sociais e a comunicação com terceiros não autorizados. O acompanhamento de notícias, por sua vez, poderá ser viabilizado por outros meios que não comprometam as determinações judiciais nem a disciplina interna do estabelecimento", diz a PGR. O órgão ressalva, ainda, que poderia ser garantido algum acesso a TV a cabo que não permitisse interação direta ou indireta com terceiros – ou seja, sem ligação com a internet. "De toda sorte, todos os custos envolvidos no eventual deferimento da liberalidade hão de ser arcados pelo sentenciado", conclui. A decisão sobre esses pedidos será tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator da execução da pena. Não há prazo para que isso aconteça. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Redução de pena pela leitura O programa de remição de pena pela leitura é regulamentado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e permite que presos de todo o país "anulem" quatro dias de pena para cada livro lido e resenhado. No DF, o sistema penitenciário tem uma lista específica de livros que podem ser lidos e resenhados para a redução da pena. As possibilidades incluem: "Ainda estou aqui", livro biográfico de Marcelo Rubens Paiva: o escritor revira as próprias memórias e narra momentos marcantes na vida de suas irmãs, mãe e seu pai, o Rubens Paiva, ex-deputado federal assassinado durante a ditadura militar. O livro foi adaptado para as telonas e ganhou o Oscar de Melhor Filme Internacional em 2025. "Democracia", de Philip Bunting: o livro ilustrado apresenta o conceito de democracia, sua história e responde questões sobre cidadania, política, acesso à informação, uso da internet e das mídias sociais. Recomendado para leitores a partir de 9 anos. "Crime e castigo", de Fiódor Dostoiévski: conta a história de um estudante que, impulsionado pela teoria de que "pessoas extraordinárias" têm o direito de cometer crimes, mata uma agiota e é atormentado pela culpa, paranoia e insônia. Em dezembro, Moraes autorizou o general Paulo Sérgio Nogueira, apontado como integrante do chamado "núcleo crucial" da trama golpista, a trabalhar, ler livros e fazer cursos para reduzir a pena de 19 anos de prisão. ➡️ 'Ainda estou aqui', 'Democracia' e 'Crime e castigo': saiba quais são os livros que Bolsonaro e o núcleo crucial podem ler para reduzir a pena 👉Veja a lista completa de livros disponíveis no DF para a remição da pena. Bolsonaro é condenado a 27 anos e 3 meses de prisão em regime fechado Com pastores, sem smart TV No pedido de assistência religiosa, a defesa de Bolsonaro citou especificamente a possibilidade de visitas do bispo Robson Lemos Rodovalho e do pastor Thiago de Araújo Macieira Manzoni. Thiago Manzoni é deputado distrital pelo PL. Nas redes sociais, aparece como pastor da Igreja Global de Sobradinho (DF). O bispo Rodovalho chegou a ser deputado federal pelo PL entre 2007 e 2011 – foi colega de Bolsonaro na Câmara. É fundador da igreja Sara Nossa Terra e apoiou Bolsonaro nas campanhas presidenciais de 2018 e 2022. Já sobre a smart TV, familiares que visitaram Bolsonaro na superintendência da PF já haviam mencionado que só havia TV aberta no local. Adefesa de Bolsonaro afirmou nesse pedido que "direito à informação constitui expressão direta da dignidade da pessoa humana e integra o conjunto mínimo de garantias asseguradas àquele que se encontra sob custódia estatal". Infográfico - Infográfico - Mapas mostram localização dos presos e condenados pela trama golpista. Arte/g1 Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.