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Pichação na Embaixada dos EUA: detido por participar do ato é advogado e ligado ao MST, diz PM

PM prendeu um dos envolvidos em pichação na Embaixada dos Estados Unidos Arquivo pessoal A Polícia Militar do Distrito Federal identificou e deteve, na tarde...

Pichação na Embaixada dos EUA: detido por participar do ato é advogado e ligado ao MST, diz PM
Pichação na Embaixada dos EUA: detido por participar do ato é advogado e ligado ao MST, diz PM (Foto: Reprodução)

PM prendeu um dos envolvidos em pichação na Embaixada dos Estados Unidos Arquivo pessoal A Polícia Militar do Distrito Federal identificou e deteve, na tarde desta quinta-feira (13), um dos envolvidos na pichação de um muro da Embaixada dos Estados Unidos, em Brasília. Segundo a PM, o homem é advogado e ligado ao Juventude Sem Terra, do Movimento Sem Terra (MST). O nome do suspeito não foi divulgado. O muro externo da embaixada foi pichado por um grupo de manifestantes na manhã desta quinta com a frase "EUA fazem guerra e lucram com a morte"– em inglês e em português. Muro da Embaixada dos EUA é pichado em Brasília O homem foi encaminhado à 1ª Delegacia de Polícia para prestar esclarecimentos e liberado após assinatura de Termo Circunstanciado de Ocorrência. 🔍 Se for denunciado à Justiça, o homem detido deve responder por crime de pichação. A pena é de três meses a um ano de detenção, além de multa. A operação foi possível por meio da análise de câmeras de segurança no local, que identificaram a placa do veículo. Ação da equipe de inteligência da PM identificou o carro no estacionamento do Conic, onde abordaram o envolvido. Envolvidos picharam a frase "EUA fazem guerra e lucram com a morte" em inglês e português. Arquivo pessoal "As viaturas se deslocaram do Quinto Batalhão até o Conjunto Nacional e realizaram o monitoramento até o indivíduo chegar até o veículo, onde foi feita a abordagem", conta o 1º Tenente Awad, do Quinto Batalhão. Os policiais apreenderam ainda uma caderneta com orientações para a execução do ato. Motorista se apresentou e foi liberado Além do advogado, outra pessoa compareceu à delegacia após a repercussão do caso, mas foi liberada após prestar esclarecimentos. O homem é motorista de van e foi contratado para levar o grupo à Embaixada. "Receoso da repercussão, ele veio até a delegacia e prestou depoimento, mas ele não estava envolvido", afirma o tenente. "A Polícia Militar segue com o patrulhamento preventivo e ostensivo na região do Setor de Embaixadas para inibir que isso aconteça novamente", declara. Entenda Segundo testemunhas, o crime aconteceu por volta de 8h. Os membros do protesto chegaram ao local vestidos de palhaços. Manifestantes picham muro da embaixada dos EUA TV Globo/Reprodução Havia ainda um cartaz com os dizeres "indústria da guerra dos EUA = mortes, fome e destruição da natureza". Uma bandeira do país também foi queimada pelos manifestantes. A perícia constatou um princípio de incêndio já extinto. Materiais usados no protesto, como cartazes, foram recolhidos pelos peritos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. MST assume autoria de pichação em muro da Embaixada dos EUA, em Brasília MST/Reprodução 🔎 Há sete meses, os Estados Unidos e Israel estão em guerra contra o Irã. A negociação pelo fim do conflito segue a passos lentos e as consequências são sentidas, em diferentes graus, por todo o mundo – como o bloqueio no Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial. Em postagem em uma rede social, a Juventude Sem Terra do Movimento Sem Terra (MST) afirmou que o ato foi feito por eles "contra a indústria da guerra e a política imperialista dos Estados Unidos". "Enquanto bilhões são destinados à indústria bélica, povos como os da Palestina, Cuba, Venezuela e Irã continuam sofrendo com a violência e as sanções do imperialismo", afirmaram. Em nota, a Embaixada dos EUA disse que está trabalhando com as autoridades do DF. "Os EUA continuam comprometidos em dialogar com o povo brasileiro e em garantir a segurança de nossos funcionários e instalações. As atividades consulares seguem normalmente." Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

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