STJ decide nesta quarta qual tribunal vai julgar feminicídio em quartel do Exército no DF
Soldado confessa matar militar e iniciar incêndio em quartel do Exército no DF O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) pode resolver, nesta quarta-feira (8), o c...
Soldado confessa matar militar e iniciar incêndio em quartel do Exército no DF O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) pode resolver, nesta quarta-feira (8), o conflito de competência entre a Justiça Militar e a Justiça Comum para julgar o caso do ex-soldado Kelvin Barros da Silva. Ele é acusado de matar a cabo Maria de Lourdes Freire Matos, de 25 anos, e iniciar um incêndio no quartel do Exército, no Setor Militar Urbano (SMU), no Distrito Federal, em dezembro de 2025. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 no WhatsAp O Ministério Público do DF defende que, apesar de o feminicídio ter ocorrido dentro da unidade do Exército, não há relação direta entre o crime e a atividade militar. Por isso, o caso deveria ir ao júri popular comum. Já a Justiça Militar considera que o caso se enquadra como crime militar por "envolver militar da ativa, vítima militar e ocorrência em ambiente sujeito à administração militar". A Justiça Militar declarou conflito de competência e acionou o STJ – que, agora, vai definir onde o processo deve tramitar de fato. Kelvin Barros da Silva, de 21 anos, suspeito de matar militar e iniciar incêndio em quartel no DF Reprodução ➡️A Procuradoria-Geral da República (PGR), por meio do subprocurador da República Roberto Ferreira, proferiu parecer para que o caso seja julgado pela Justiça comum. A decisão final caberá ao STJ. O relator do caso será o ministro Ribeiro Dantas, que atua na Terceira Seção da Corte. O Ministério Público do DF fará sustentação oral durante a sessão. Relembre o crime Maria de Lourdes Freire Matos, de 25 anos, foi encontrada morta após incêndio no quartel do Exército no DF reprodução O crime ocorreu em 5 de dezembro de 2025, dentro do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas, no Setor Militar Urbano (SMU). Segundo a denúncia do Ministério Público, Kelvin esfaqueou o pescoço de Maria e iniciou o incêndio no local, provocando a carbonização do corpo – o que configura crime de destruição de cadáver. Após cometer o feminicídio, Kelvin deixou o local, mas foi preso em flagrante horas depois. Ele confessou o crime. Em março, o Superior Tribunal Militar (STM) negou por unanimidade um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do ex-soldado, que permanece preso à espera de julgamento. Mulher morre carbonizada em quartel do Exército Brasileiro no Setor Militar Urbano, no DF Reprodução LEIA TAMBÉM: ENTENDA: Ministério Público do DF pede suspensão de lei que autoriza uso de imóveis públicos para salvar BRB MUSEU DA BÍBLIA: Tribunal de Contas manda governo do DF explicar aumento de 184% em licitação Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.