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Tribunal de Contas manda governo do DF explicar inclusão de imóvel da Saúde no pacote de 'salvação' do patrimônio do BRB

Banco de Brasília (BRB) Reprodução/TV Globo O Tribunal de Contas do Distrito Federal determinou que o governo explique a inclusão de imóveis públicos usad...

Tribunal de Contas manda governo do DF explicar inclusão de imóvel da Saúde no pacote de 'salvação' do patrimônio do BRB
Tribunal de Contas manda governo do DF explicar inclusão de imóvel da Saúde no pacote de 'salvação' do patrimônio do BRB (Foto: Reprodução)

Banco de Brasília (BRB) Reprodução/TV Globo O Tribunal de Contas do Distrito Federal determinou que o governo explique a inclusão de imóveis públicos usados para serviços de saúde no plano de "salvamento" do patrimônio do Banco de Brasília (BRB). A decisão foi tomada nesta quarta-feira (25). O g1 pediu posicionamento do governo do DF e da Secretaria de Saúde e aguarda retorno. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Atualmente, o uso dos terrenos está sendo discutido na Justiça. Dentre os espaços citados no documento está o lote G do Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), com cerca de 99 mil metros quadrados. No local, funcionam atualmente a Farmácia Central, a Oficina Ortopédica e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), entre outros serviços essenciais. Justiça autoriza repasse de imóveis públicos ao BRB Outros lotes que podem ser afetados com a decisão do GDF também estão no SIA, tais como os lotes B, C, F, I e H (veja a lista dos imóveis abaixo). Além desses, o documento cita uma área em Taguatinga, localizada na Quadra 3, conjunto A, lote 1, conhecido como Centrad; no Setor de Áreas Isoladas Norte (SAI/N), um antigo lote da Polícia Militar do DF (PMDF) e um terreno de 716 hectares da Terracap sem detalhamento de endereço. Buriti e Saúde devem esclarecer impactos O governo do DF e a Secretaria de Saúde devem esclarecer os impactos e a legalidade das medidas. Entre os pontos questionados pelo Tribunal de Contas, estão: a falta de transparência e de consulta pública o possível uso indevido dos imóveis a ausência de justificativa adequada a falta de estudos técnicos e de avaliação dos bens e possíveis problemas orçamentários e financeiros. A decisão foi tomada após análise de representação do Ministério Público de Contas do DF. O órgão recebeu uma denúncia do Conselho de Saúde do DF que aponta possível autorização para uso de bens públicos no processo de desafetação de áreas públicas. A Lei Distrital nº 5.081/2013 estabelece que, nesses casos, é necessário realizar audiências públicas para ouvir a população. A medida também é prevista no art. 51 da Lei Orgânica do DF (LODF). A Corte também analisou representação apresentada por parlamentar questionando a regularidade do uso de imóveis públicos. Nesse caso, o tribunal analisou parte da representação, determinou o acompanhamento das medidas previstas na Lei Distrital nº 7.845/2026 e pediu estudos e informações técnicas aos órgãos envolvidos para avaliar possíveis impactos fiscais e patrimoniais. O Tribunal também destacou a necessidade de fiscalização preventiva diante do risco aos recursos públicos, mas considerou prejudicado o pedido de medida cautelar, uma vez que o tema já está sendo discutido no âmbito do Poder Judiciário. Quais imóveis o GDF entregou? Justiça do DF determina suspensão da lei que permite uso de terrenos públicos como garantia para empréstimos do BRB Jornal Nacional/ Reprodução Confira a lista: SIA, Trecho Serviço Público, Lote F – área pertencente à Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb): R$ 632 milhões; SIA, Trecho Serviço Público, Lote G: R$ 632 milhões; SIA, Trecho Serviço Público, Lote I: R$ 364 milhões; SIA, Trecho Serviço Público, Lote H: R$ 361 milhões; SIA, Trecho Serviço Público, Lote C – pertencente à CEB: R$ 547 milhões; SIA, Trecho Serviço Público, Lote B – pertencente à Novacap: R$ 1,02 bilhão; Centro Metropolitano, Quadra 03, Conjunto A, Lote 01, em Taguatinga – é a sede do Centro Administrativo do DF (Centrad), abandonada há mais de uma década: R$ 491 milhões; "Gleba A" de 716 hectares, pertencentes à Terracap – parte da Serrinha do Paranoá, trecho verde que abriga centenas de nascentes: R$ 2,2 bilhões; Setor de Áreas Isoladas Norte SAIN (antigo lote da PM): R$ 239 milhões. LEIA TAMBÉM: COLMEIA: Zambelli deve ficar em presídio do DF se for extraditada, diz documento; veja fotos do local NIKOLAS FERREIRA: Juiz do DF acata recurso e anula indenização por discurso sobre pessoas trans Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

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