Virginia e Blaze: MP recorre de decisão que negou suspensão de contratos e publicidade ligados às apostas
A influenciadora e empresária Virginia Fonseca fala após ser chamada para prestar esclarecimentos à CPI das BETS, no Senado Federal, em Brasília Andressa An...
A influenciadora e empresária Virginia Fonseca fala após ser chamada para prestar esclarecimentos à CPI das BETS, no Senado Federal, em Brasília Andressa Anholete/Agência Senado O Ministério Público do Distrito Federal entrou com um recurso contra a decisão da Justiça que negou a suspensão imediata de materiais publicitários e dos contratos de remuneração da influenciadora Virginia Fonseca com o site de apostas Blaze. O MP não divulgou os argumentos do recurso até a última atualização desta reportagem. Na decisão da juíza Luciana Correa Sette Torres de Oliveira, da 7ª Vara de Fazenda Pública do DF, que motivou o recurso, a magistrada afirmou que não há risco de "dano específico, irreversível ou de difícil reparação" em manter esses conteúdos no ar até que as partes sejam ouvidas e o caso seja julgado devidamente. ➡️O MP afirma que Virginia participou de uma "estratégia coordenada e sistemática" da Blaze para captar apostadores durante a Copa do Mundo de 2026. A ação foi apresentada no dia 8 de julho. ➡️O documento acusa Virginia de ter induzido seus seguidores a erro ao incentivar apostas na vitória de Cabo Verde na partida contra a Argentina na Copa do Mundo, no início do mês. Pedido do MP e resposta da Justiça Na ação enviada à Justiça, o Ministério Público fazia pedidos de urgência (medidas imediatas) e outros pedidos mais amplos, para o julgamento efetivo do caso. A juíza Luciana Correa negou o primeiro conjunto de pedidos, e ainda vai avaliar o restante. Não há data para a nova decisão – que só deve ocorrer quando as defesas forem ouvidas. Entre os pedidos do MP que foram rejeitados, estavam: a interrupção imediata das publicidades que prometam "lucros fixos", assegurem "ganhos garantidos", sugiram "renda extra" ou indiquem ausência de risco nas apostas, sob multa diária de R$ 1 milhão; a suspensão de qualquer cláusula que "vincule a remuneração de influenciadores ao prejuízo dos apostadores, ao volume de apostas decorrentes após seus anúncios publicitários, claros ou disfarçados, ao desempenho econômico da operação ou a fórmula equivalente de incentivo à ampliação da captação", também sob multa diária de R$ 1 milhão; a remoção, das redes sociais de Virginia, de publicidade que prometesse lucros irreais, induzisse o consumidor a erro ou estimulasse "apostas em time, evento ou condição esportiva específica". Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.